Sábado, 8 de Outubro de 2011
Projecto de Intervenção Educacional - Reflexão inicial

             Projecto de Intervenção Educacional é uma Unidade Curricular nova e para ser sincera não sei muito bem o que me espera. Isto, talvez, aconteça pelo simples facto de nunca ter estado perante uma observação tão intensa e complexa. Como se vai desenvolver esta Unidade Curricular em termos teóricos e práticos é um pouco incógnito. Tenho algum receio, porque vou estar próxima do que realmente quero para o meu futuro. Mas se verifico que muitos dos aspectos com que me deparo não são os que idealizei? Este talvez seja o meu maior temor, uma vez que Educação Básica sempre foi o meu grande objectivo.

A mente trabalha. Imagina como as coisas podem ou não correr nas várias organizações que existem. As questões e as dúvidas são imensas.
            Nós sabemos que para além da coordenadora desta Unidade Curricular, Isabel Huet, teremos outro(a) coordenador(a) em cada instituição. Já ouvimos diferentes versões sobre a recepção e o relacionamento coordenador(a)/observador. Sem dúvida, a que me preocupou mais foi o ‘não muito bom’ acolhimento e o ‘menos bom’ relacionamento entre estas duas entidades. Mas questiono-me com o porquê disto ter acontecido, se estes(as) coordenadores(as), supostamente, são voluntários. Deveriam fazer este trabalho com bom grado, uma vez que são um dos pilares para o sucesso tanto a nível da Unidade Curricular como a nível de enriquecimento do nosso conhecimento e vivência com o mundo real.
            Todos nós já passamos por escolas primárias, ou até mesmo creches e/ou pré-escolas, sejam elas públicas ou privadas. Nunca esquecendo as IPSS. Para o nosso grupo de trabalho (número 12) o ensino privado não interfere nas pesquisas, visto que das três organizações que vamos observar nenhuma tem esse estatuto. No entanto, umas das grandes questões que me ocorre é quais podem ser as diferenças, quer em termos de gestão, quer em termos de desenvolvimento curricular, entre as instituições públicas e as IPSS, sabendo que estas últimas não são de carácter público nem privado, mas sim associações de ensino formal e não formal, que tem como verbas as ajudas comunitárias, principalmente das paróquias associadas. A associação que vamos observar é bastante complexas devido à sua heterogeneidade, leccionam da pré-escola ao primeiro ciclo e o ensino especial e o lar de idosos também se inclui. Por isso até mesmo dentro deste tipo de associações a gestão e organização devem ser diferentes para os diferentes sectores. Como funciona essa gestão e organização em que a participação é de democracia directa e representativa?
            As organizações têm finalidades e o Projecto Educativo é a prova disso mesmo. É o documento principal de uma organização, onde está referido o que pretende, quais os seus objectivos, princípios, valores, metas e estratégias pata o sucesso. Já o Regulamento Interno é um documento que dá a conhecer todos os direitos e deveres de todo o pessoal que constitui a instituição. E esses documentos são de carácter obrigatório? Todos os elementos da instituição têm acesso a eles? Os docentes conhecem bem o regulamento? E como é que estas informações são dadas às crianças? Sim, porque eles têm esse direito e mesmo o dever de se comportar da devida forma. As decisões das organizações são cumpridas? A escola está preparada para qualquer situação? O equipamento escolar está em bom estado e em quantidades suficientes? O Estado interessa se de igual forma por todas as organizações?
            Educar não é fácil, até se torna um processo bastante complexo, visto que a nossa sociedade à medida que o tempo passa vai-se tornando cada vez mais problemática. E o(a) educador(a)/professor(a) passa a ter um papel bastante diferente do que tinha à uns anos atrás. E como reage o(a) educador(a)/professor(a) ao facto das famílias transferirem para a escola muitas responsabilidades educativas que tradicionalmente não lhes pertenciam?
            Assim sendo a relação professor(a)/aluno(a) é muito importante para saber lidar com essas crianças de forma a ajudá-las a crescer, mas para isso acontecer os encarregados de educação tem de ser assíduos e ter uma boa relação com os professores(as) ou até mesmo educadores(as). Isso é fácil de concretizar? Os pais por vezes não prejudicam a evolução de uma criança? Como é que um docente consegue dar a volta e fazer com que a criança supere todos os problemas que passa, desde a ausência paternal até à falta de condições para viver, por exemplo?
            Em relação aos docentes, estes tem acesso a projectos de formação? Como é que lida com os vários tipos de personalidades? Como reagem com alguém que por ‘natureza’ já é um líder, que consegue persuadir os outros, tendo a perfeita noção do poder que exercem para que os outros o obedeçam? Ou outro exemplo, um que seja arrivista, ou preguiçoso, ou até mesmo conflituoso? Como se pode lidar com estes diferentes tipos de personalidades?
            Em contexto de aula como é que o docente desempenha o seu papel? E o seu comportamento é adequado aos vários contextos educativos quer formal quer informal? Como é que na prática o docente desenvolve o Plano Educativo? Outra dúvida que tenho é em relação aos trabalhos de grupo. Inicialmente, quando as crianças começam a trabalhar em grupo, tendo já a noção de que esta actividade não é nenhuma brincadeira, mas sim um projecto de forma participativa, em que o grupo decide, planifica e organiza em comum, atendendo aos interesses e capacidades de cada um, como reagem às diferentes opiniões, ás discussões? E qual é o papel do docente, como reage? Sendo assim, um professor tem de entender que não são só os alunos que se devem moldar a ele, mas o contrário também é necessário. Com se sabe ‘todos diferentes, todos iguais’, somos todos seres humanos, mas as características pessoais e sociais dos alunos são diferentes, fazendo com que cheguem à escola com experiências e conhecimentos também diferentes e isso tem de influenciar as decisões do professor quanto à prioridade e á importância que vai atribuir a cada uma das aprendizagens.
            Com tantas perguntas, consegue-se perceber que o quotidiano de um docente não é deveras facilitado, nem mesmo de uma organização. E a sociedade tem de perceber que um(a) educador(a)/professor(a) é antes de tudo uma pessoa com sentimentos, valores, preocupações e emoções. E espero que nas instituições isso se observe, é um óptimo caminho para o sucesso, visto que a maneira como se ensina está ligada à vida e à forma como se pensa e age, influenciando sempre na qualidade das aprendizagens que são proporcionadas aos alunos.


 

 


 

                                                                                              Inês Luciana Gomes Alves


 

 

 




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